Cia. Corpos Nômades

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Inspirado na famosa trilogia de Sófocles sobre a lenda/mito de Édipo, considerada a  tragédia  das tragédias  ao colocar em foco questões como o parricídio e o incesto; mas também é motor do pensamento e da pesquisa de questões como as das oposições e interações entre o público e o privado, a norma e a transgressão, o destino e a invenção. No espetáculo, entram como elemento ainda as provocações de “O anit-édipo”, de Gilles Deleuze e Fêlix Guattari, em sua análise desconcertante e complexa sobre o mundo capitalista e esquizofrênico em que vivemos.
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Inspirado na famosa trilogia de Sófocles sobre a lenda/mito de Édipo, considerada a  tragédia  das tragédias  ao colocar em foco questões como o parricídio e o incesto; mas também é motor do pensamento e da pesquisa de questões como as das oposições e interações entre o público e o privado, a norma e a transgressão, o destino e a invenção. No espetáculo, entram como elemento ainda as provocações de “O anit-édipo”, de [http://pt.wikipedia.org/wiki/Gilles_Deleuze Gilles Deleuze] e [http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A9lix_Guattari Fêlix Guattari], em sua análise desconcertante e complexa sobre o mundo capitalista e esquizofrênico em que vivemos.
* '''Hotel Lautréamont – Os Bruscos Buracos do Silêncio (2009)'''
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* '''Fuga Fora do Tempo (2007)'''
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“Fuga Fora do Tempo” remete à idéia de eternidade, de continuidade das coisas, do vão que se cria entre o passado e o futuro. O espetáculo inspira-se nas idéias críticas do artista plástico francês [[http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcel_Duchamp Marcel Duchamp]]
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“Fuga Fora do Tempo” remete à idéia de eternidade, de continuidade das coisas, do vão que se cria entre o passado e o futuro. O espetáculo inspira-se nas idéias críticas do artista plástico francês [http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcel_Duchamp Marcel Duchamp]
* '''Gramática Expositiva do Chão (2007)'''
* '''Gramática Expositiva do Chão (2007)'''
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Toma como fonte de inspiração o livro homônimo de [[http://pt.wikipedia.org/wiki/Manoel_de_Barros Manoel de Barros]] e as obras “Livro Sobre Nada” e o “ O Guardador de Águas”
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Toma como fonte de inspiração o livro homônimo de [http://pt.wikipedia.org/wiki/Manoel_de_Barros Manoel de Barros] e as obras “Livro Sobre Nada” e o “ O Guardador de Águas”
* '''Algum Lugar Fora do Mundo (2005)'''
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O espetáculo marca os cinco anos de existência da Companhia e faz uma viagem na companhia de referências a personagens como Rimbaud, Artaud, [[http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Baudelaire Baudelaire]], Cocteau, Mallarmé, Domenico de Masi, [[http://pt.wikipedia.org/wiki/Umberto_Eco Umberto Eco]], Buñuel e Fernando Pessoa, entre outros. O público participa ativamente do desenvolvimento do enredo, instalando-se em barracas que funcionam como relicários. “Algum Lugar Fora do Mundo” propõe uma discussão sobre dois pilares da cultura: a tradição e a comunicação.
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O espetáculo marca os cinco anos de existência da Companhia e faz uma viagem na companhia de referências a personagens como Rimbaud, Artaud, [http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Baudelaire Baudelaire], Cocteau, Mallarmé, Domenico de Masi, [http://pt.wikipedia.org/wiki/Umberto_Eco Umberto Eco], Buñuel e Fernando Pessoa, entre outros. O público participa ativamente do desenvolvimento do enredo, instalando-se em barracas que funcionam como relicários. “Algum Lugar Fora do Mundo” propõe uma discussão sobre dois pilares da cultura: a tradição e a comunicação.
* '''Nocaute (2004)'''
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* '''Hyperbolikós (2004)'''
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Em Hyperbolikós, a obra do poeta curitibano [[http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Leminski Paulo Leminski]] é a referência essencial para a criação cênica, em que os elementos da dança, do teatro, da música (pré-gravada e ao vivo) e de projeções servem para retratar a temática existencial que ele aborda.
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Em Hyperbolikós, a obra do poeta curitibano [http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Leminski Paulo Leminski] é a referência essencial para a criação cênica, em que os elementos da dança, do teatro, da música (pré-gravada e ao vivo) e de projeções servem para retratar a temática existencial que ele aborda.
* '''Remix Pôs-Ter (2003)'''
* '''Remix Pôs-Ter (2003)'''

Edição de 22h42min de 14 de outubro de 2013

Companhia de dança contemporânea da cidade de São Paulo que se propõe a atuar na formação, criação e difusão das artes cênicas contemporâneas. Com 17 espetáculos no repertório, estreou em 2013 a produção “Uma Sinfonia entre a Medula Óssea e o Piscar dos Olhos”, inspirada em Heiner Müller, Gustav Mahler e Luchino Viscontti.

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Espetáculo "Na infinita solidão dessa hora e desse lugar" (2012)

Tabela de conteúdo

Histórico

A Cia. Corpos Nômades existe desde 1995, quando era conhecida como Cia. de João Andreazzi, o bailarino, coreógrafo, diretor e criador do grupo. Somente no ano 2000, a companhia foi rebatizada passando a se chamar Corpos Nômades.

Todos os trabalhos da companhia buscam experimentar as amplas possibilidades de atuação cênica corporal, envolvendo múltiplas linguagens. Além da própria dança contemporânea, os espetáculos lançam mão de referências do teatro, literatura, vídeo-arte, música e instalações performáticas.

Sobre os trabalhos da Cia. Corpos Nômades e seu diretor, João Andreazzi, assim falou a professora e crítica de dança [Helena Katz]:

“Nas artes cênicas, os últimos anos têm sido marcados por um trânsito entre os saberes. Um fluxo de apropriações 
que gera novos domínios. João Andreazzi cria com este recorte. Seu percurso indica um desejo de amalgamar dança, 
teatro, música e artes plásticas. O cenário básico das suas experimentações é o corpo. Um corpo que aspira a completude
do gesto com o movimento, com a fala, com o espaço, com a sonoridade plástica e/ou plasticidade sonora”

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Uma Sinfonia entre a Medula Óssea e o Piscar dos Olhos (2013)

Em 2007, a Companhia inaugurou a sua sede que funciona também como centro cultural, na rua Augusta, 325, em São Paulo. Intitulado de O Lugar – Cia. Corpos Nômades, o espaço funciona como campo de reflexão, formação e criação em dança contemporânea.

Pensado para abrigar aulas e apresentações das artes cênicas contemporâneas, com amplas salas e muito espaço para experimentos, O Lugar passou a funcionar a um só tempo como espaço alternativo, voltado à prática e ao aprendizado da dança e de outras vertentes das artes visuais e cênicas, como ainda local de ensaio e apresentação das criações da Companhia, possibilitando sua interação com outros grupos e artistas da dança, por meio da realização de mostras.

Na estreia, O Lugar acolheu o espetáculo da Cia. Corpos Nômades intitulado “Gramática Expositiva do Chão”, inspirado na obra do poeta mato-grossense Manoel de Barros, apresentado às 24h00 desse dia, como parte do evento Virada Cultural da Cidade de São Paulo. Constantemente, são oferecidos workshops, oficinas e cursos regulares de dança contemporânea.


Espetáculos

Montagem é inspirada nos textos do dramaturgo Heiner Müller (“Descrição de Imagem”, alguns pensamentos e o poema “Odor de Sabão”), nas sinfonias de Gustav Mahler (essencialmente os adagietos, “A Canção da Terra” e o “Quarteto de Cordas e Piano”) e na obra do cineasta Luchino Visconti (o clássico “Morte em Veneza”). O espetáculo estreou em São Paulo em setembro de 2013.

o espetáculo se inspira no ambiente da Rua Augusta, em São Paulo, e em seus personagens típicos, para criar movimentos que compõem as coreografias. Para a expressão vocal, a inspiração vem dos textos de Bernard-Marie Koltès e Madalena Bernardes.

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“Ofélia”, “Macbeth”, “Lady Macbeth”, “As Três Bruxas”, “Hamlet”, o “Espectro de Hamlet” e muitos outros personagens do bardo inglês William Shakespeare são dissecados e fundidos à coreodramaturgrafia buscando, mais do que o sofrimento trágico apresentado de forma literal, uma substância trágica capaz de unir as cenas transformando-as em referências da existência humana.

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Inspirado na famosa trilogia de Sófocles sobre a lenda/mito de Édipo, considerada a tragédia das tragédias ao colocar em foco questões como o parricídio e o incesto; mas também é motor do pensamento e da pesquisa de questões como as das oposições e interações entre o público e o privado, a norma e a transgressão, o destino e a invenção. No espetáculo, entram como elemento ainda as provocações de “O anit-édipo”, de Gilles Deleuze e Fêlix Guattari, em sua análise desconcertante e complexa sobre o mundo capitalista e esquizofrênico em que vivemos.

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Montagem de fragmentos, detalhes sugestivos, impressões provocadas por passagens do texto de Isidore Ducasse, que adotou o pseudônimo de Conde de Lautréamont, e por sua gama de sugestões visuais e sonoras e, especialmente, corporais.

O espetáculo se baseia nas lembranças indiscretas dos intérpretes, as que brotaram da história do casarão construído na década de 30 – e hoje sede da Companhia – e de seus arredores, e os relatos das pessoas que acessaram a sala de ensaio virtual criada com esse propósito. Autores como Fernando Pessoa, Beckett, Berard-Marie Koltès e Oswald de Andrade, são tomados como referência para a construção coreográfica e dramatúrgica de “O Barulho Indiscreto da Chuva”.

“Fuga Fora do Tempo” remete à idéia de eternidade, de continuidade das coisas, do vão que se cria entre o passado e o futuro. O espetáculo inspira-se nas idéias críticas do artista plástico francês Marcel Duchamp

Toma como fonte de inspiração o livro homônimo de Manoel de Barros e as obras “Livro Sobre Nada” e o “ O Guardador de Águas”

O espetáculo marca os cinco anos de existência da Companhia e faz uma viagem na companhia de referências a personagens como Rimbaud, Artaud, Baudelaire, Cocteau, Mallarmé, Domenico de Masi, Umberto Eco, Buñuel e Fernando Pessoa, entre outros. O público participa ativamente do desenvolvimento do enredo, instalando-se em barracas que funcionam como relicários. “Algum Lugar Fora do Mundo” propõe uma discussão sobre dois pilares da cultura: a tradição e a comunicação.

Em Hyperbolikós, a obra do poeta curitibano Paulo Leminski é a referência essencial para a criação cênica, em que os elementos da dança, do teatro, da música (pré-gravada e ao vivo) e de projeções servem para retratar a temática existencial que ele aborda.

Um espetáculo que integra dança contemporânea, vídeo arte, grafite, rap e música eletrônica, onde a velocidade dos fatos desencadeia uma mudança na forma de perceber o mundo e de assistir à contemporaneidade.

Envolve bailarinos, DJ, música eletrônica, grafiteiro, rapper, vídeo arte e o público, integrando ao roteiro cenas do repertorio da Cia e o sampleamento de imagens, movimentos e sons.

Trabalha com as referências surgidas no trânsito entre realidade e virtualidade, entre o estável e não estável. O texto “Pioravante Marche”, de [Samuel Beckett], é uma das inspirações para a coreografia e do rap (ritmo e poesia). Elementos da cultura Hip-Hop (dj, b.boy, rapper e o grafiteiro) são incorporados de forma a contextualizar as situações.

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Aos Olhos de Alguém, refere-se ao transitório, ao instável e à sensação de perda, de busca e de apego/desapego. As sensações de perda, de busca e de apego/desapego foram as fontes de inspiração desse trabalho. Com um slide antigo remetendo à infância (foto de família de 1968) reelabora-se a noção de presente, passado e futuro. Esses conceitos se condensam ainda por outras projeções de vídeos, slides e figuras num retroprojetor. O espetáculo ganhou o Prêmio APCA(Associação Paulista de Críticos de Arte) 1999

Crítica

“Um após outro, os espetáculos da Cia. Corpos Nômades vão deixando cada vez mais clara a construção da sua coreodramaturgrafia. O conceito, proposto por seu diretor, João Andreazzi, pode assustar quando lido pela primeira vez, mas diz exatamente do que trata: reúne coreografia e dramaturgia em uma escrita única”. (Helena Katz. Veja crítica completa em O Estado de São Paulo)

“O diretor e o grupo (formado por oito dançarinos) buscam uma investigação cênica, culminando no que João chama de coreodramaturgrafia. Dança, dramaturgia, vídeo mesclados na criação de um espetáculo que nega a mera contemplação, buscando a interação com os elementos circundantes como a rua, a casa e o público, que pode participar do desenvolvimento do work in progress, através de um blog. Baseado nas lembranças dos elementos participantes, o espetáculo é uma mistura de vídeo, teatro e dança, estimulando pensamentos indiscretos do público, que acompanha o desenrolar do enredo em de todos os espaços do casarão e sai do local com a sensação de ter visto algo realmente novo”. (Nina Liesenberg, no site da Época)

Prêmios

Eventos

Referências

O Estado de São Paulo

Site época

Ligações externas

Veja vídeos de espetáculos da Cia. Corpos Nômades

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