Tango. Dir: Carlos Saura, 1998

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(Iluminação/Fotografia)
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Vittorio Storaro nasceu em Roma, aos 24 de junho de 1940. Conhecido como "o mago da luz", iniciou seus estudos em fotografia aos 11 anos numa escola técnica e, mais tarde, fazendo filmes para a faculdade de cinema do estado. Desenvolveu seu estilo ao utilizar as técnicas de luz dos quadros de Caravaggio. Vencedor de três Oscars com os filmes Apocalypse Now, Reds e O Último Imperador.
Vittorio Storaro nasceu em Roma, aos 24 de junho de 1940. Conhecido como "o mago da luz", iniciou seus estudos em fotografia aos 11 anos numa escola técnica e, mais tarde, fazendo filmes para a faculdade de cinema do estado. Desenvolveu seu estilo ao utilizar as técnicas de luz dos quadros de Caravaggio. Vencedor de três Oscars com os filmes Apocalypse Now, Reds e O Último Imperador.
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Edição de 03h36min de 28 de maio de 2013

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Rodada nas cercanias de Buenos Aires, Tango, de Carlos Saura, é a história de um cineasta em crise que resolve fazer um documentário sobre o tango. O filme concorreu ao Oscar de filme estrangeiro com Central do Brasil em 1999.

Direção: Carlos Saura

Duração: 115 min

Gênero: drama/musical


Tabela de conteúdo

Sinopse

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Mario Suárez, um diretor talentoso, foi abandonado por sua esposa, Laura. Para superar sua dor, mergulha na produção de um filme sobre Tango. Certa noite, durante a seleção de elenco, Mario conhece Elena Flores, uma jovem lindíssima e excelente bailarina, amante do principal investidor do filme, Angelo Larroca.

Imagens de sua própria vida e memórias, tanto pessoais como coletivas se encontram no filme de Mario, que se sustenta através de números de danças intensos: amor correspondido e não-correspondido, uma lúgubre e emocionante encenação da repressão militar e da grande onda de imigrantes Europeus na virada do século.

O filme de Mario se torna um espelho de sua própria vida, o filme dentro do filme.


Direção

Carlos Saura, diretor de Tango

A ligação do cinema de Saura com a música e a dança é antiga. Autor de clássicos como Ana e os Lobos (1972), Cría Cuervos (1976) e Mamãe Faz Cem Anos (1979), o diretor finalmente juntou suas duas paixões na trilogia sobre o flamenco, formada por Bodas de Sangue (1981), Carmen (1983) e Amor Bruxo (1986). Mais tarde, ainda retornaria ao tema com Flamenco (1995), impressionante documentário que mostra as diversas expressões da música e da dança da Andaluzia. Sua filmografia evidencia versatilidade de temas em variações onde a música e a dança ocupam lugar primordial em meio a tramas de famílias destruídas, morte, solidão, o efeito de sonhos e memórias sobre a realidade. Acima de suas obsessões específicas - morte, solidão, famílias destruídas -, o efeito de sonhos e memórias sobre a realidade a extensa filmografia de Saura confirma sua grande versatilidade e uma vasta gama de interesses, onde a música e a dança ocupam uma posição primordial.

Nascido em Huesca, Espanha, em 4 de Janeiro de 1932, Carlos Saura iniciou sua carreira como fotógrafo aos dezoito anos. Frequentou o Instituto de Cinema de Madri de 1952 a 1963, primeiro como estudante e mais tarde como professor, tendo filmado diversos curtas-metragens, inclusive um documentário sobre seu irmão mais velho, Antônio.

Seu trabalho seguinte como freelancer em filmes contra o regime de Franco o levou ater diversos problemas com a censura. Sua associação com Geraldine Chaplin, sua esposa e fonte de inspiração, rendeu nada menos do que nove filmes em um período de onze anos, de Peppermint Frappé a Olhos Vendados. Logo depois, se dedicou a fazer uma série de filmes de inspiração musical: Bodas de Sangue e Carmen, nos quais Antônio Gades participou como coreógrafo e ator, El Amor Brujo de Manoel de Falla, Ay, Carmela!, adaptação de uma opereta espanhola clássica, e Flamenco.

Durante seus quarenta anos de carreira, Carlos Saura recebeu diversos prêmios, entre eles o Prêmio Especial do Júri do Festival de Cannes de 1976 por Cría Cuervos, o Urso de Ouro do Festival de Berlin de 1981 por Deprisa, Deprisa e dois Ursos de Prata de melhor direção por La Caza em 1966 e Peppermint Frappé em 1967. Além desses, Ay, Carmela! Recebeu dois prêmios Goya (o equivalente na Espanha ao César Francês) em 1991 po r melhor direção e roteiro adaptado, este último com o roteirista Rafael Azcona. Saura também recebeu uma menção honrosa em 1996, por Táxi, no Festival de San Sebastián e o prêmio de melhor direção do Festival Internacional de Cinema de Montreal em 1997, por Pajarico.


Trilha Sonora

Lalo Schinfrin, direção musical de Tango

A oportunidade aberta pelo convite de Saura foi abraçada por Schifrin com grande prazer. Orquestrou a trilha sonora e compor tangos, sua grande paixão, para os maiores músicos e intérpretes de sua terra natal.

Schifrin nasceu em Buenos Aires em 1932 e estudou música em Paris. É uma lenda viva da Silver Age das trilhas sonoras, possuindo uma rica e brilhante carreira que iniciou no jazz, após ter sido descoberto pelo lendário trompetista Dizzy Gilliespie, de quem passou a ser pianista e arranjador. No início dos anos 1960 ele colaborou com outros grandes nomes do jazz como Stan Getz e Quincy Jones, e foi também nesse período que ele passou a compor trilhas sonoras, iniciando com o filme Les Felins e passando pelas séries de TV Mission: Impossible, cujo tema principal e a faixa “The Plot” tornaram-se seus maiores e duradouros sucessos, e Mannix.

Seguiram trabalhos notáveis para filmes estrelados por grandes astros do período, como The Cincinnatti Kid eBullit (ambos com Steve McQueen), Cool Hand Luke (Paul Newman) e Coogan’s Bluff e Kelly’s Heroes, estes com Clint Eastwood, ator com o qual Schifrin manteve uma longa parceria que teve seu ponto alto na década seguinte, com os filmes da cinessérie policial Dirty Harry, The Beguiled e Joe Kidd. Paralelamente à sua carreira no jazz, nessa profícua década ele compôs outro de seus trabalhos antológicos, a trilha de Enter The Dragon (último filme do lendário artista marcial Bruce Lee), além de obras variadas como Voyage of the Damned, Charley Varrick, The Manitou, Telefon, The Eagle Has Landed e The Amityville Horror.

Sua atuação lhe rendeu um prêmio BMI pelo conjunto de sua obra, uma estrela na calçada da fama de Hollywood, quatro prêmios Grammy, seis indicações ao Oscar.



Iluminação/Fotografia

Vittorio Storaro

Vittorio Storaro nasceu em Roma, aos 24 de junho de 1940. Conhecido como "o mago da luz", iniciou seus estudos em fotografia aos 11 anos numa escola técnica e, mais tarde, fazendo filmes para a faculdade de cinema do estado. Desenvolveu seu estilo ao utilizar as técnicas de luz dos quadros de Caravaggio. Vencedor de três Oscars com os filmes Apocalypse Now, Reds e O Último Imperador.


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O trabalho de Storaro na fotografia de Tango

A parceria de Storaro com o já consagrado Saura começou em 1994. O sucesso de Tango veio depois de duas outras colaborações entre os artistas. Cerca de 90% do filme foi fotografado em um palco simples usando um material experimental de dois lados, o TransLight, desenvolvido pelos Laboratórios Rosco, como fundo para cenas de dia e noite, além de servir para transições do pôr-do-sol para o crepúsculo. Storaro visualizou o desenvolvimento do TransLight para criar uma atmosfera de sonho, uma definição surrealista que iria abranger um século. As imagens derivaram de 15 fotografias still representando imigrantes chegando à Argentina carregando seus poucos pertences.

Em cinco dos números de dança no filme, Storaro usou uma progressão de cores – anil, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho – para expressar significados específicos. Embora os mesmo tons possam variar em significado para diferentes culturas, um princípio universal ainda se mantém: cada cor emite um específico tamanho de onda de energia, da qual as pessoas são capazes de perceber da mesma forma as vibrações sentidas. "Cada um de nós responde diferentemente para altos e baixos tamanhos de onda de energia. Não é apenas algo que você vê. É também algo que você sente" diz o fotógrafo.

"Vittorio Storaro é um fotógrafo extraordinário, um colaborador maravilhoso, homem afetuoso, é um amigo, humanista capaz de inventar coisas. Estamos muito unidos", disse Carlos Saura sobre Vittorio (depoimento do diretor durante o making off do filme no set de filmagem).

Elenco

Miguel Angel Solá (como Mário Suárez) é um ator argentino de sangue catalão. Nascido em Buenos Aires em 1950, atuou em cerca de 50 filmes e recebeu mais de 30 prêmios. Entre seus trabalhos mais importantes estão os papéis que interpretou em El Exilio de Gardel e Sur, de Pino Solana, No Habrá Más Penas ni Olvidos e Una Sombra ua Pronto Serás, de Hector Oliveira. Mais recentemente atuou em Casas de Fuego, de Stagnaro, trabalho que lhe rendeu um prêmio de Melhor Ator, e Coração Iluminado, de Hector Babenco.

Solá também recebeu outros prêmios por seu trabalho: Melhor Ator no Festival de Havana de 1984, Melhor Ator no Festival de Biarritz, Melhor Ator no Festival de Cinema de Rosário em 1985 e foi indicado quatro vezes ao Martín Fierro, um prêmio famoso na Argentina. Seus trabalhos incluem uma variedade de filmes e séries para televisão, assim como diversos trabalhos teatrais (Equus, de Peter Schaffer, O Homem Elefante, de Bernard Pomerance, Chapter Two, de Neil Simon e The Diary of Adam and Eve, de Mark Twain).

Protagonizou filmes dirigidos por María Luisa Bemberg, Mario David, Sergio Renán, Alejandro Doria, Carlos Borcosque, Juan José Jusid, Hugo Fregonese e Fernando Ayala. Após o sucesso de Tango, destacou-se nos filmes La Fuga (2001); El Alquimista Impaciente (2002) e Arizona Sur (2004). Em El Amor y El Espanto, de Juan Carlos Desanzo, interpreta o escritor argentino Jorge Luis Borges.

Em 2006 sofreu um terrível acidente medular em uma praia da Ilha Gran Canária ao ser arrastado por uma onda, do qual conseguiu se recuperar depois de meses de tratamento.

Em julho de 2007 retornou às telas encarnando o tenente Serra, da Guarda Civil, para a série emitida na TVE 1, Desaparecida, e em sua seqüência UCO (Unidade Central Operativa), emitida esta última já em 2008.

Cecilia Narova (como Laura Fuentes), renomada atriz e dançarina argentina, recebeu elogios especiais pela sua memorável interpretação do papel principal do show Tango Argentino en Broadway.

Mia Maestro (como Elena Flores), nascida em 1978 em Buenos Aires, faz o papel de Elena Flores e já era aos 22 anos uma atriz, dançarina e cantora completa. Seus estudos, realizados em Berlim e Buenos Aires, englobaram uma ampla variedade de disciplinas, como dança, canto e interpretação.

Mia é especialista no repertório de Kurt Weil, tendo interpretado suas canções em diversas ocasiões. Foi também selecionada para uma participação em Evita, de Alan Parker. Este é seu primeiro trabalho para cinema. Saura disse que estava procurando por "uma atriz que fosse bela e jovem e que, além disso tudo, dançasse muito bem. Mia é inteligente, sensível, disciplinada, e ainda canta"...

Ficou famosa mais tarde nos Estados Unidos por sua interpretação da espiã Nadia Santos na série Alias e de Christina Kahlo no filme Frida, e atingiu um reconhecimento mundial interpretando Carmen Denalien n'A Saga Crepúsculo.

Julio Bocca (como ) precisou apenas interpretar a si mesmo como é na vida real: um dos melhores intérpretes de dança clássica e contemporânea do mundo. Além dos números clássicos, seu repertório inclui trabalhos criados especialmente para ele. Nascido em Buenos Aires em 1967, Bocca começou a dançar aos quatro anos. Aos 18 recebeu reconhecimento mundial ao receber a medalha de ouro no Concurso Internacional de Balé de Moscou. Em 1986 foi convidado por Mikhail Barychnikov para ingressar como primeiro bailarino, onde atuou sempre muito elogiado pela imprensa e pelo público. Dança também, como convidado, nas mais prestigiadas companhias de dança do mundo: o Royal Ballet de Londres, o Ballet Bolshoi de Moscou, o Kirov de São Petesburgo, a Ópera de Paris e o Teatro Colón em Buenos Aires.

Em 1990 alcançou seu sonho de criar sua própria companhia de ballet, o Ballet Argentino, da qual é diretor artístico desde 2005, com apresentações regulares em várias partes do mundo.

Atualmente reside no Uruguai, onde desempenha a direção do corpo de baile do órgão estatal SODRE, para o qual foi designado pelo presidente uruguaio José Mujica.

Juan Carlos Copes (como Carlos Nebbia) e Carlos Rivarola (como Ernesto Landi) são dois grandes mestres dançarinos de tango e coreógrafos, cujos nomes estão sempre em demanda no agitado meio de aficcionados por tango na Argentina.


Premiações


Ligações Externas

[1] Página do filme no IMDB


Bibliografia

[2] Tango de Carlos Saura: formas de dançar e narrar a história Tango by Carlos Saura: forms of dancing and telling history Juliana de Abreu Werner T. TODAS AS musas issn2175-1277 ano 02 numero 01 jul-dez 2010

[3]RUA - Revista Universitária Audiovisual ISSN 1983-3725 - Edição nº 58 - Março/2013

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