E por falar em dança... Programa 03 - 11/08/2009

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Tema do Programa: 100 anos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Inaugurado em 1909 para abrigar a intensa atividade lírica e teatral da então capital do país, o [http>//www.theatromunicipal.rj.gov.br Theatro Municipal do Rio de Janeiro] está comemorando 100 anos. A festa aconteceu no mês passado diante de sua faixada já que o prédio está fechado para importantes reformas estruturais desde outubro de 2008. O Municipal abriga a primeira e até a hoje única companhia dedicada ao balé de repertório do Brasil, o Balé do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A companhia, ela é mais jovem do que o Theatro. Sua primeira temporada aconteceu apenas no ano de 1936. Antes, em 1927, foi fundada pala bailarina russa Maria Olenewa, a primeira escola de dança do Brasil. Até 36, escola e corpo de baile não se distinguiam. Além de Maria Olenewa, outros importantes nomes estiveram a frente da direção do balé: Vaslav Veltchek, Tatiana Leskova, Eugenia Feodorova, Dalal Achcar, Emílio Calil e mais recentemente, Marcelo Misailidis. Atualmente, o Balé é dirigido por Hélio Bejani, que será nosso entrevistado de hoje.


Entrevista: Hélio Bejani

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Silvia Soter:

O prédio do Theatro está em reforma, mas a Companhia segue trabalhando? Como é que vocês estão trabalhando?


Hélio Bejani:

Sim. A gente está passando por essa dificuldade, mas nós não trabalhamos efetivamente no prédio do Theatro, nós temos um anexo que complementa o prédio do Theatro e esse prédio do anexo, ele não está em reforma, vai ser mexido depois, mas ele é mais novo. Nós trabalhamos ali em das salas, prosseguindo dessa forma, um pouco apertado, mas está dando para levar.


Silvia Soter:

Como é que é o cotidiano da companhia?


Hélio Bejani:

A gente começa a trabalhar fazendo uma aula de 10:00 às 11:30 hs da manhã e seguimos com os ensaios quando a gente tem uma programação prevista, alguma situação, a gente segue trabalhando nesse sentido.


Silvia Soter:

Hélio, o balé do Theatro Municipal é até hoje a única companhia de repertório do Brasil. Quais são os desafios de uma companhia estável de balé hoje?


Hélio Bejani:

Os desafios nossos em relação à cultura que o país está vivendo, são os mesmos: dificuldade de patrocínio, toda aquela situação. Mas o maior desafio de uma companhia estável, eu acho que ainda continua sendo a burocracia. Tudo o que você precisa, que envolve você comprar sapatilhas, todas as situações do dia a dia envolvem a tal da famosa licitação, que tem que ser sempre três opções e isso aí tudo dificulta muito. Então eu ainda considero que a burocracia é a coisa mais complexa para a gente vencer.


Silvia Soter:

E em termos artísticos?


Hélio Bejani:

A questão artística está envolvida com isso também. Você correr atrás de montar grandes trabalhos envolve mais dinheiro, envolve mais dificuldades. A dificuldade de contratar bailarinos nossa está muito difícil, a gente está com um contingente um pouco baixo; as pessoas vão ficando mais velhas, vai ficando mais difícil para você trabalhar, porque balé é uma questão que envolve físico então essa questão artística também é complicada nesse sentido.


Silvia Soter:

Quais são os projetos para 2009 e para a reabertura da casa?


Hélio Bejani:

Complementando um pouco a primeira pergunta sua, nós acabamos de fazer uma turnê no primeiro semestre, viajamos para três cidades do Brasil, depois fizemos o aniversário do Theatro dia 14 e vamos tentar fazer agora mais algumas viagens até a reabertura da casa, que estão prevista para dezembro e o projeto é A Floresta Amazônica, que a gente está viajando, fazer ela completa, a gente está levado ela mais reduzida, fazer completa. E por conta também do cinquentenário de morte do Villa-Lobos, juntar tudo isso e Floresta envolve coro, balé e orquestra.


Silvia Soter:

Sei. Então é com toda a casa reunida?


Hélio Bejani:

É, uma grande abertura, nesse sentido. Seria uma coisa assim de poucos espetáculos nessa situação. Manter a tradição do O Quebra Nozes. Tentar entrar com O Quebra Nozes um pouquinho ali em janeiro. E para o ano que vem, pretendemos trazer Roland Petit, montar o Le Pressage, que eu considero uma obra que tem tudo a ver com os 100 anos do Theatro. Espero que a gente esteja a toda.


Momento Solo

Essa é uma homenagem aos pés cansados dos bailarinos do Theatro Municipal. Vocês vão precisar de uma bacia. A gente vai fazer um escalda pés, aproveitando esses últimos momentos de frio da cidade do Rio de Janeiro. Vocês vão encher essa bacia com agua quente. Morna, mas quente. Cuidado para não queimar o pé. A gente vai colocar um pouquinho de sal grosso nessa água e deixar os dois pés descansando. Dentro da bacia, a gente vai começar a mexer os dedos do pé, devagarzinho, fazer pequenos movimentos, aproveitar esse calor para relaxar os pés. Depois a gente vai secar os pés e massagear os pés devagarzinho. Massageie um pé, depois o outro, pisem os pés no chão e vejam se eles gostaram.

Escaldapes.jpg

--Gabriel Lima 14h46min de 5 de agosto de 2013 (BRT)

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